26.4.21

Com Lisboa a nossos pés

O Castelo de São Jorge é um dos ex-libris turísticos de Lisboa. A sua localização permite ter uma vista panorâmica esplêndida sobre a capital, atraindo multidões, que em circunstâncias normais formam filas quilométricas à entrada deste monumento nacional. Em tempos de pandemia, a procura é menor e até ao fim do mês a entrada é gratuita, no âmbito de uma iniciativa da EGEAC para incentivar o regresso em segurança a alguns dos mais emblemáticos espaços culturais lisboetas.


Esta é uma boa oportunidade para visitar um espaço que é mais do que um soberbo miradouro. Embora a beleza da paisagem seja impressionante, este é um conjunto que permite uma viagem na história, que promete envolver toda a família nesta experiência lúdico-pedagógica e proporcionar momentos de exercício físico (não nos esforçámos muito e o contador digital indicou que subimos o equivalente a 33 andares).



O espaço inclui o castelejo, fortificação da época islâmica, construída em meados do século XI; o Núcleo Arqueológico, onde é possível ver, entre outros, vestígios das primeiras ocupações conhecidas, que remontam ao século VII a.C.; e o Núcleo Museológico, composto por objetos encontrados na área arqueológica. 




A câmara escura, «sistema ótico de lentes e espelhos, que permite observar minuciosamente a cidade em tempo real», está encerrada devido às medidas de segurança por causa da Covid-19, o que torna a visita temporariamente incompleta. 


No recinto há pavões, que deliciam adultos e crianças, sempre na expectativa de que abram o leque das suas belíssimas penas. 



Visite connosco o Castelo de São Jorge percorrendo as fotos que estão aqui.

31.3.21

Semana Santa de Braga adapta aos tempos de pandemia




Braga vive, pelo segundo ano consecutivo a Semana Santa adaptada aos tempos de pandemia, mantendo os sinais exteriores de que estamos a caminho da Páscoa. As imagens podem ser vistas aqui.

7.1.21

Luzes de Natal

A nossa vontade de passear tem esbarrado nas limitações impostas pela pandemia. Nesta altura do Natal percorremos algumas localidades do Minho para apreciarmos as iluminações típicas da época, cumprindo sempre todas as regras de segurança. Embora continuem belas, as luzes iluminam ruas com menos gente que o habitual, mais sombrias e silenciosas. 

Venham, então, até Braga (mais fotos aqui):


Guimarães (mais fotos aqui):


Barcelos (mais fotos aqui):


Viana do Castelo (mais fotos aqui):


Monção (mais fotos aqui):


29.9.20

Crochet nas ruas de Cerveira

As ruas do centro histórico de Vila Nova de Cerveira estão decoradas com instrumentos musicais feitos em crochet, numa edição do projeto comunitário “O Crochet Sai à Rua” dedicada à música. Para ver até amanhã, dia 30 de Setembro, na "vila das artes".




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17.9.20

Pelas serras do Alto Minho

Castro Laboreiro, Santuário de Nossa Senhora da Peneda ou Ermida são alguns dos locais obrigatórios para quem quer fazer um percurso pelo interior do Alto Minho, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. Este é um percurso de paisagens soberbas, mas é preciso lembrar que estamos em áreas em onde há muitos idosos, por isso os visitantes devem ter o máximo cuidado para não contagiar quem vive nesta zona, para além de ser obrigatório o respeito pela natureza. 

Em junho, depois de termos feito o percurso entre Santo António de Mixões da Serra e Ponte de Barca, voltámos à estrada para um roteiro mais ambicioso, em contacto com a natureza, sem troços de autoestrada no caminho. 



Saímos de Braga com Germil (concelho de Ponte da Barca) posto no GPS, sendo que este “guia” nos levou por estradas serpenteando por entre o inconfundível verde do Minho. Pelo caminho, encontrámos vacas e cavalos a pastar e parámos em pequenos núcleos habitacionais para apreciar espigueiros, cata-ventos ou pináculos nos topos dos telhados.



Parámos junto à igreja de Germil, aldeia típica localizada nas montanhas da Serra Amarela. Aqui existe um mapa para orientar os visitantes e há placas informativas sobre os principais pontos de visita, até com tradução em inglês, destacando-se a igreja (de 1880), o cruzeiro, a eira, a cascata e o miradouro. Diz um desses placards que «Germil é referido pela primeira vez em documentos oficiais nas Inquirições Afonsinas de D. Afonso III, datadas de 1252».



Seguimos para Ermida (Ponte da Barca), uma aldeia onde só se vai de propósito, uma vez que não fica de passagem para lado nenhum. A experiência vale a pena, desde logo pelo caminho para lá chegar, literalmente no meio do monte. Um dos locais mais bonitos que vai avistar neste percurso é a Cascata da Ermida.



À chegada a Ermida há um miradouro onde deve parar, pois permite ter uma vista panorâmica da aldeia e dos montes em redor. Não se surpreenda se for barrado, aqui e noutros pontos, por vacas a pastar, mais interessadas na comida do que em dar passagem aos condutores, por isso habitue-se ao ritmo delas. E sim, o tamanho dos cornos é um forte incentivo para parar e... esperar!



Na Ermida é obrigatório ir ao Núcleo Museológico, instalado numa antiga casa florestal localizada nas imediações da igreja. Os ex-libris desta estrutura são a “Estátua Menir”, identificada numa parede interior de uma corte de gado, fora do seu contexto arqueológico, mas que parece enquadrar-se entre o Neolítico Médio e a Idade do Bronze, e a “Pedra dos Namorados”, uma lápide encontrada junto ao povoado romanizado de Bilhares, que pode ser um monumento de tempos pouco anteriores à conquista romana ou de uma época de plena romanização do Noroeste peninsular. Para além destes dois achados arqueológicos, também é possível encontrar espólio etnográfico desta pequena aldeia, à qual até aos anos 80 só se acedia por um carreiro íngreme.



Com muito para andar, hesitámos se devíamos ir à Branda de Bilhares. Recorde-se que o modo de vida nestas zonas de montanha foi marcado pela transumância, tradição que está cada vez mais em risco de desaparecer. Durante o Inverno, as pessoas e os animais viviam nas aldeias (inverneiras). Chegado o mês Março, era tempo de ir para o monte, para encontrar melhores pastos para o gado, onde se permanecia até ao Outono. Nestes locais, as chamadas brandas, eram construídas as cardenhas, pequenas casas de pedra, para acolher as pessoas que ficavam a vigiar o gado.


A curiosidade falou mais alto e lá fomos por um caminho com pedregulhos irregulares, que certamente será interessante para quem estiver de jipe. Uma parte do percurso foi feita a pé, por impossibilidade de prosseguir o percurso num carro utilitário. Foi com desilusão que encontrámos as construções em ruínas, embora existisse uma placa, já no chão, a dar conta de um projecto de recuperação daquela branda, num valor a superior a 92 mil euros, com apoio de mais de 78 mil euros de apoio da União Europeia.



Voltámos à estrada rumo ao Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez. Como era hora de almoço, fomos comer ao restaurante “Saber ao Borralho”, onde nos deliciámos com a carne de cachena DOP (vacas de pequeno porte e ágeis que vai encontrar em locais íngremes, que o levarão certamente a interrogar-se como é que elas lá foram parar) assada no forno com batatinhas, acompanhada por arroz de feijão tarrestre com legumes e vinho branco da Adega de Ponte da Barca. Terminámos a refeição com uma tarte de frutos silvestres, embora as sobremesas mais famosas do concelho sejam os Charutos dos Arcos – eleito uma das “7 Maravilhas Doces de Portugal”, este é um doce de origem conventual em forma de charuto com massa de hóstia ou obreia recheada com doce de ovos – e o Bolo de Discos – feito em camadas, em que os discos de massa são separados por doces de ovos.



A rebolar depois da refeição, fomos até ao Largo do Eiró, no centro da localidade, ver o pelourinho, classificado como monumento nacional desde 1910, que tem a particularidade de ter uma face antropomórfica e um triângulo no topo, a fazer lembrar um chapéu de três bicos. 



Seguimos, depois, para a atracção turística mais conhecida do Soajo, o conjunto de 24 espigueiros implantados sobre um grande afloramento granítico, sendo o mais antigo datado de 1782. 



Continuando por estradas de montanha, seguimos para o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, na freguesia de Gavieira (Arcos de Valdevez), ao qual o Papa Francisco concedeu indulgência plenária (perdão dos pecados) na celebração dos 800 anos de culto mariano. Deixámos o carro e subimos a escadaria ladeada por 20 capelas, passámos pelo terreiro dos evangelistas, continuámos pelo escadório das virtudes (Fé, Esperança, Caridade e Glória), até chegarmos à igreja, terminada de construir em 1875. Descemos pela parte lateral, passando pelos quartéis (antigos dormitórios dos peregrinos).



Seguimos, então, para aquele que tínhamos definido como ponto final do percurso: Castro Laboreiro, concelho de Melgaço. Aqui, visitámos a igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora da Visitação, e vimos o pelourinho do século XVI, no largo contíguo ao templo. Embora houvesse muito mais para explorar, o nosso objectivo era subir às ruínas do castelo, do século XIII, mandado construir por D. Dinis, classificado como monumento nacional. O esforço de fazer a pé o caminho íngreme e irregular até ao castelo, impróprio para quem tem dificuldades motoras, é plenamente recompensado com a soberba vista panorâmica sobre a aldeia e as serras em redor.



Terminado o circuito planeado, era tempo de voltar para casa. Só que pelo caminho, com o sol de final da tarde já a enfraquecer, decidimos fazer um desvio para irmos até ao Mosteiro de Ermelo (concelho de Arcos de Valdevez), cuja construção é atribuída a D. Teresa, nos primeiros anos do século XII, embora a história de «um dos mais enigmáticos casos da nossa arte românica» não seja consensual, como se pode ler na página do Direcção-Geral do Património Cultural relativa aos «restos da igreja e da abadia cisterciense». Foi com a imagem desta construção emoldurada pela aldeia e pelo rio Lima que fomos embora, com a certeza de que voltaremos para descobrir mais locais igualmente deslumbrantes. 



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3.9.20

Viagem ao tempo dos dinossauros

Dino Parque da Lourinhã é uma boa ideia para quem procura atividades em família. Veja esta experiência contada pelo nosso colaborador júnior, de 12 anos.

 

O Dino Parque, localizado na Lourinhã, é um parque com modelos à escala real de muitos dinossauros que existiram na Terra ao longo dos tempos. O Dino Parque está dividido em museu, parque com os dinossauros e uma mini-zona com atividades relacionadas com dinossauros, como por exemplo a escavação de fósseis.

 

O museu é a primeira das três diferentes áreas do parque, que se visita quando se entra nesta experiência de viagem no tempo. O museu tem vários fósseis cedidos pelo Museu da Lourinhã, tais como dentes, garras, crânios, ovos, coprólitos (cocó de dinossauro fossilizado) e pegadas, bem como explicações sobre os vários dinossauros.

 



Esta área foi enriquecida com a exposição temporária “Big Five”, que apresenta os cinco maiores dinossauros predadores da Europa, descobertos em Portugal, Alemanha e Inglaterra. 

 

Prosseguindo a visita, deixamos a parte interior e aventuramo-nos pelo exterior. O parque dos dinossauros está dividido em quatro áreas: triássico, jurássico, cretáceo e uma zona com os maiores monstros marinhos pré-históricos, como por exemplo o Megalodon (o maior tubarão que existiu na história da Terra, que podia chegar aos 20 metros de comprimento).

 



O Parque teve um acrescento em 2020, que foi a construção de uma torre de observação colocada num determinado ponto estratégico para se poder ver alguns dos mais emblemáticos modelos de dinossauros.



 

O Parque tem cerca de 180 “bonecos” de dinossauros diferentes e entre eles estão obviamente o Tiranossauros Rex, o Alossauro, o Triceratops e o Velociraptor. Para além destes tão conhecidos, há também os diferentes dinossauros que foram descobertos na Lourinhã, capital dos dinossauros em Portugal, como por exemplo o Dinheirosaurus (dinossauro chamado assim por ter sido encontrado na Praia do Dinheiro).

 

O primeiro dinossauro que se vê quando se entra neste mundo pré-histórico é um pterossauro (dinossauro que voa) gigante, com cerca de 7 metros de altura.

 


Percorrido o parque, chega-se à área de atividades infantis, onde existem várias coisas para fazer, como por exemplo pintar dinossauros, escavar fósseis ou fazer desenhos.

 

Os visitantes têm a opção de levar a sua própria comida e comer numa das várias mesas de piquenique espalhadas pelo parque ou usar o restaurante de fast-food que se encontra junto à área de atividades infantis.

 

Esta visita demora em média 3 horas, embora a duração dependa do ritmo de cada um e das brincadeiras que surgirem pelo caminho.

 

Para quem gosta de caminhadas e de dinossauros, esta é uma atividade divertida e cheia de aventuras.



Na minha opinião, é muito interessante a ideia de um parque com dinossauros, mas alguns dos modelos de dinossauros são muito estranhos porque se percebe que são de plástico, parecendo pouco reais.


Aviso: Devido à Covid-19, quando visitámos o parque, em Junho, não era permitido o acesso às áreas infantis existentes em vários pontos do parque. Esta restrição não se aplicava, no entanto, à área infantil com atividades pedagógicas que existe ao pé do restaurante.


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16.6.20

O prazer de (re)ver o mar

Um pequeno passeio para ver o mar foi uma das nossas primeiras “aventuras” de desconfinamento, mas sem nos metermos nas confusões das praias sobrelotadas. Queríamos ver o mar, ouvir o barulho das ondas, sentir o vento na cara, embora tapada com a máscara...


Fomos a S. Julião, na fronteira entre Sintra e Mafra, a praia onde já estivemos em todas as épocas do ano, mas à qual gostamos de voltar, seja para repousar na areia, para caminhar ou para comer uma bola de Berlim e beber uma bica no café com vista panorâmica.


Como estamos num tempo em que (quase) tudo é novo, optámos por deixar o carro no parque de estacionamento e, em vez de irmos para a praia, subimos a ligeira encosta rumo ao que desconhecíamos.

Seguindo sempre rente ao mar, chegámos a um núcleo de habitações e à Ermida de S. Julião, que estava em obras. Segundo a placa informativa, esta capela «data provavelmente do século XVI, apesar do culto a este santo neste local poder ser anterior» (Mais informações aqui e aqui).



Mesmo ao lado, existe um cruzeiro datado de 1784. Como explica a mesma placa informativa, trata-se de um dos cinco cruzeiros que compõem o Caminho das Almas, «uma espécie de Via Sacra que une a capela de São Julião ao cemitério da Carvoeira (anexo à igreja de Nossa Senhora do Ó)».


Seguimos, depois, pela arriba, apreciando a beleza da natureza, até avistarmos a praia da foz do Lizandro. 



Fizemos, então, o caminho de regresso, abrindo com esta pequena caminhada o apetite para uma “caracolada” em família. Tão simples e tão bom!

15.6.20

Braga vive S. João dentro de portas mas não dispensa sinais festivos nas ruas

Somos apreciadores dos santos populares, por isso vivemos esta época com nostalgia dos anos em que fazíamos o pleno dos festejos: Santo António em Lisboa, S. João no Porto e em Braga e S. Pedro na Afurada e na Póvoa de Varzim.


Este ano, por causa da pandemia, tudo é diferente. Sem ajuntamentos e folia nas ruas, os santos populares vivem-se dentro de portas. É precisamente essa a mensagem da organização do S. João de Braga, que mesmo assim traz para a rua alguns elementos típicos dos festejos, como a iluminação da Arcada e a colocação do S. João na fonte do centro da cidade.


Junto à capela de S. João da Ponte, devidamente decorada, há farturas, que agora até têm entrega ao domicílio, pão com chouriço e bolos de romaria.

Depois de ontem já ter havido um “aperitivo”, a iluminação vai ser oficialmente ligada hoje, às 22h00, com transmissão online pela Associação de Festas de São João de Braga, assim como todo o programa festivo, que inclui a atuação de grupos bracarenses.


No dia 23 de junho, pelas 22h00, os Amor Electro sobem ao palco do Altice Forum, sendo que o valor angariado com o espetáculo reverte para o fundo social sanjoanino. 

No Dia de S. João, 24 de junho, destaca-se a transmissão da missa, às 11h00, da capela São João da Ponte, a eucaristia solene de São João, às 16h30, na Sé Primaz, e o lançamento do hino de São João pelo músico Daniel Pereira Cristo, às 22h00.




8.6.20

Respirar ar puro

Tal como acontece com muita gente, desejamos voltar a aproveitar a liberdade para passear, depois do período de quarentena que nos obrigou a ficar em casa. Contudo, desconfinar em segurança tem de ser a palavra de ordem nesta fase, em que os números da pandemia ainda não nos deixam tranquilos. Fugimos, por isso, dos grandes aglomerados de pessoas, aproveitando para respirar ar puro num passeio de Braga até Santo António de Mixões da Serra, em Valdreu, concelho de Vila Verde. 


Neste local existe um santuário e um miradouro encimado por uma imagem de Santo António, sendo que se acede a este ponto privilegiado para ver os montes em redor por um escadório. 



Diz a tradição que, no domingo antes do dia de Santo António, há a bênção dos animais. Esta prática terá começado no século XVII na sequência de uma peste que dizimou os animais daquela zona. Pedindo a Santo António que protegesse os animais, os agricultores construíram, então, uma capela, que foi alvo de reformulações ao longo do tempo, tendo o templo actual sido concluído em 1952.


Devido às restrições por causa da Covid-19, este ano a tradição foi suspensa, tendo sido celebrada uma missa à tarde, em vez da eucaristia seguida de bênção que era costume decorrer da parte de manhã. Essa celebração costumava atrair uma multidão, não apenas os agricultores das imediações com bovinos e equinos para benzer, mas também muitos forasteiros com os seus animais de estimação.

Contudo, como o espírito de festa está inscrito no mais profundo da alma dos minhotos, quem ontem à tarde chegava a Santo António de Mixões da Serra era recebido pelo som de concertinas e não faltavam algumas vacas com os cornos devidamente enfeitados e cavalos. 


Seguimos, depois, em direcção a Ponte da Barca, por uma estrada estreita, em que as nuvens pareciam estar quase ao alcance de um braço esticado. 


Alguns metros depois de termos retomada o percurso, cruzámo-nos com vacas que pastavam calmamente na berma da estrada.


A segunda paragem foi no santuário da Senhora da Paz, erigido no local onde Nossa Senhora terá aparecido, a 10 e 11 de maio de 1917, ao pastorinho Severino Alves, então com dez anos de idade. Aqui existe um museu que diz ter «a maior coleção de cristais de quartzo do país». 


Chegados a Ponte da Barca, fomos até à praia fluvial, um local amplo e aprazível, passeámos junto ao rio e ainda percorremos um pouco da ecovia do rio Lima. Já com o sol a enfraquecer, parámos junto ao rio a apreciar os patos, os passarinhos e até as ovelhas que se avistavam na outra margem.


E assim passámos uma tarde simples, mas muito agradável, à descoberta do nosso território. Com a pandemia a criar dificuldades para as viagens para o exterior, parece haver agora mais gente a descobrir aquilo que sempre dissemos: somos um país com um enorme potencial para explorar.