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20.7.19

Música e gastronomia no Verão de Sines

O concelho de Sines volta a estar nos roteiros musicais de Verão, com o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, evento que prevê 51 concertos com artistas de 31 países, ao longo de dez dias de programação.



A 21.ª edição começou ontem à noite, em Porto Covo, aldeia onde também se realizam concertos hoje e amanhã, no Largo Marquês de Pombal.

Entre 21 e 27 de Julho, os espectáculos decorrem na cidade de Sines, com palcos no Castelo Medieval, no passeio marítimo da Praia Vasco da Gama, no Largo Poeta Bocage e no auditório do Centro de Artes de Sines.

Para além dos concertos, vários com entrada livre, o «festival da música com espírito de aventura», como se pode ler num comunicado da Câmara de Sines, inclui actividades paralelas, como exposições, ateliês infantis, feira do livro e do disco, ciclo de cinema, oficinas e conferências.

A par do FMM Sines, na Avenida Vasco da Gama, com uma vista privilegiada para a baía da cidade, decorre mais uma edição das Tasquinhas deSines, até 4 de Agosto.



A autarquia de Sines salienta, em nota de imprensa, que a oferta gastronómica «é dominada pela cozinha caseira, com pratos confecionados e servidos por populares, criando uma experiência de autenticidade».

Feijoada de choco, sopa de cação, migas à alentejana, arroz de polvo, caril de amendoim, caracóis, bifanas em bolo do caco e hamburgers são algumas das opções que se podem encontrar nas ementas dos 17 expositores. Da nossa experiência, nota positiva para o Agrupamento 744 CNE Sines e negativa para a Tasca do Andebol.

A comida é acompanhada por um programa de animação musical diária, que prevê, por exemplo, os Irmãos Verdade (2 de Agosto) e Carlão (4 de Agosto). Mais fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook.


13.6.19

Lisboa celebra Santo António

As marchas, os casamentos e a folia dos arraiais são as imagens mais marcantes dos festejos de Santo António em Lisboa. No entanto, esta festa é mais que isso, incluindo a parte religiosa e cultural.



Depois de uma noitada, e ainda para mais num feriado, é provável que custe a sair de casa para quem é ou está pela zona de Lisboa. Mas vale a pena, porque hoje é dia de Santo António e os festejos continuam na capital.

As iniciativas centram-se na Igreja de Santo António, erguida nas imediações da Sé Catedral, no local onde nasceu Santo António, de seu verdadeiro nome Fernando Martins de Bulhões.


Ao entrar na igreja, virando à esquerda, segue-se para a cripta que assinala o lugar do seu nascimento. Como se pode ler na documentação do Museu de Lisboa, segundo a tradição, a data de nascimento é a 15 de Agosto de 1195. Contudo, a exumação, realizada em 1981, fixou essa data em 1191.

Ao lado do lugar de culto está localizado o Núcleo de SantoAntónio do Museu de Lisboa, hoje com entrada gratuita, tal como ontem (nos outros dias o bilhete custa 3 euros).


Neste espaço dedicado à vida e culto deste santo, é possível encontrar esculturas, pinturas, livros, alfaias litúrgicas, medalhas, tronos, azulejos, pagelas, rótulos e até a antiga nota de 20 escudos com a imagem de Santo António.

Com informação diversificada, este núcleo museológico explica que as Festas de Lisboa chegaram a realizar-se duas vezes por ano: a 15 de Fevereiro, dia da trasladação do corpo de Santo António para a catedral de Pádua, e a 13 de Junho, data da sua morte.

A canonização aconteceu menos de um ano após a morte, em 1231, em Arcela, Pádua, sendo que Santo António é considerado «protector das Almas do Purgatório, propiciador de bons casamentos e advogado dos objectos perdidos».

O programa religioso inclui, hoje, às 17h00, a procissão solene pelas ruas de Alfama, com as imagens de Santo António, S. João da Praça, S. Miguel, Santo Estêvão, S. Vicente e S. Tiago. Os responsáveis autárquicos marcam presença, seguindo atrás do andor de Santo António.



Mesmo que na noite anterior se tenha posto uma vela a arder ou atirado moedas à imagem existente no largo em frente ao templo, diz a tradição que hoje é dia de oferecer cravos a Santo António.

Veja algumas imagens da noitada, do Núcleo Museológico, da Igreja de Santo António e da procissão na página do Sempre Prontos a Passear no Facebook. Saiba mais aqui.

25.5.19

À descoberta do Convento de S. Pedro de Alcântara

No miradouro de São Pedro de Alcântara, os olhares dos turistas deslumbram-se com a beleza de Lisboa. Depois de se admirar o casario que sobe até ao castelo e se espraia até ao Tejo, a atenção é atraída por um edifício branco imponente, com uma fachada de igreja ao centro, que existe a poucos passos, do outro lado da rua. O que será? Será que se pode visitar? Aproximamo-nos e a resposta surge facilmente: trata-se do Convento de S. Pedro de Alcântara e é visitável. 


Um folheto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, responsável pelo imóvel desde 31 de Dezembro de 1833, por decreto de D. Pedro, explica que a história deste convento remonta à véspera da Batalha de Montes Claros (Guerra da Restauração), em 1665. Na altura, o 1.º Marquês de Marialva e 3.º Conde de Cantanhede, D. António Luís de Meneses, «fez um voto de erigir em Lisboa um convento dedicado a S. Pedro de Alcântara se os portugueses vencessem essa batalha».

Segundo o mesmo material informativo, «D. Veríssimo de Lencastre (1615-1692), Cardeal e Inquisidor-Mor do Reino, apoiou a fundação do edifício com doações, tendo manifestado a vontade de ficar sepultado, em campa rasa, neste convento». O seu irmão e sobrinho decidiram, em sua memória, construir a Capela dos Lencastres.

Foi precisamente a Capela dos Lencastres que vimos em primeiro lugar após a entrada no edifício, pois fica logo à direita. Como não sabíamos o que íamos encontrar, ficámos maravilhados com este espaço, não muito grande, mas profusamente decorado, «com mármores embutidos, ao gosto italiano». Soubemos depois que esta é «considerada a jóia deste monumento».


Seguimos para o átrio da igreja, construída em 1681, onde seis painéis setecentistas ilustram a caridade franciscana. Entrámos no templo, sendo atraídos pelas pinturas gigantes emolduradas, pelos azulejos das paredes laterais e pelos altares.

Através do folheto informativo, ficámos a saber que as pinturas são da época joanina» e que os painéis de azulejaria barroca retratam cenas da biografia de S. Pedro de Alcântara, numa «série única em Portugal». Neste lugar de culto destacam-se ainda «os altares em talha dourada com iconografia franciscana» e o «tecto pintado em “trompe l’oeil” pelo pintor francês Pierre Bordes, em 1878».

Com pena de não vermos a sacristia e o coro-alto, que podem ser percorridos nas visitas guiadas que existem nos primeiros domingos do mês (está anunciada uma para 2 de Junho), às 10h30, como refere o prospecto, saímos a interrogar-nos sobre quantos tesouros destes se podem encontrar na cidade de Lisboa.

Nem de propósito, alguns dias depois, foi divulgada a iniciativa “Open Conventos”, que durante três dias (23, 24 e 25 de Maio) abre ao público 26 conventos e mosteiros de Lisboa, alguns dos quais já com outros usos. 

Sabia que a actual Assembleia da República, o Museu Nacional de Arte Antiga, os Armazéns do Chiado, a Cervejaria Trindade, o quarteirão da Academia de Belas Artes, o Comando Territorial de Lisboa da GNR ou o Museu Arqueológico do Carmo já tiveram um passado como casas religiosas?

Organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Patriarcado de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, esta iniciativa inclui itinerários, visitas guiadas (com inscrição prévia) e livres.

Veja o programa e aproveite hoje o último dia do evento para percorrer gratuitamente esta parte do nosso património, onde está incluído o Convento de S. Pedro de Alcântara, que pode ver nas fotos que estão na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook.