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24.9.23

Serralves recebe Outono em festa


O Parque de Serralves (Porto) vive, este fim de semana, mais uma Festa do Outono, com um programa recheado de actividades para toda a família, com entrada gratuita. 


Entre as inúmeras iniciativas direccionadas para os mais pequenos, há oficinas para todos os gostos, desde moldar o barro até trabalhar a lã ou tecer num tear. 


Há diversas oficinas sobre animais, plantas, natureza e ciência. Para além dos animais da quinta, é possível ver os burros de Miranda, apresentados pela Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino. 


Nota para "Ovelhas à Solta - Maestras do Carrilhão”, de João Louro e Pushkhy, «uma peça audiovisual interativa de linguagem transmédia composta por um carrilhão vertical de campainhas/chocalhos, tocado pelas sombras digitais do público», que pode ser encontrada Sala Multiusos, fruto de uma parceria com o Município da Guarda. 

A iniciativa decorre até às 19h00, com o atrativo de também se poder percorrer o "Treetop Walk”, o passadiço de madeira ao nível das copas das árvores, inaugurado em 2019.


Também não falta uma zona com diversos estabelecimentos de comida. 


Mais informações podem ser obtidas na página do Festival do Outono.

3.10.22

Ponte de Lima volta a promover Festival de Jardins

Ponte de Lima promove, até 31 de outubro, a 17.ª edição do Festival Internacional de Jardins, dedicada ao tema “Os jardins e as alterações climáticas”. 


Esta iniciativa recebeu 21 propostas, provenientes de 12 nacionalidades. Entre estas propostas foram selecionados 11 projetos, a que se junta o mais votado do ano passado, “O Jardim do Diálogo", da autoria da arquiteta paisagista da República Checa Magda Jandová, em parceria com os Viveiros Adoa, de Vig







Ao mesmo tempo, decorre o 7.º Festival de Jardins Escolinhas, que contou com a participação de cerca de 250 crianças, de nove instituições do pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos ensino do concelho de Ponte de Lima.


O público elege os jardins vencedores nas duas categorias, que permanecem para a edição do próximo ano. O tema de 2023 já está decido: “Jardins Saudáveis”.


26.4.21

Com Lisboa a nossos pés

O Castelo de São Jorge é um dos ex-libris turísticos de Lisboa. A sua localização permite ter uma vista panorâmica esplêndida sobre a capital, atraindo multidões, que em circunstâncias normais formam filas quilométricas à entrada deste monumento nacional. Em tempos de pandemia, a procura é menor e até ao fim do mês a entrada é gratuita, no âmbito de uma iniciativa da EGEAC para incentivar o regresso em segurança a alguns dos mais emblemáticos espaços culturais lisboetas.


Esta é uma boa oportunidade para visitar um espaço que é mais do que um soberbo miradouro. Embora a beleza da paisagem seja impressionante, este é um conjunto que permite uma viagem na história, que promete envolver toda a família nesta experiência lúdico-pedagógica e proporcionar momentos de exercício físico (não nos esforçámos muito e o contador digital indicou que subimos o equivalente a 33 andares).



O espaço inclui o castelejo, fortificação da época islâmica, construída em meados do século XI; o Núcleo Arqueológico, onde é possível ver, entre outros, vestígios das primeiras ocupações conhecidas, que remontam ao século VII a.C.; e o Núcleo Museológico, composto por objetos encontrados na área arqueológica. 




A câmara escura, «sistema ótico de lentes e espelhos, que permite observar minuciosamente a cidade em tempo real», está encerrada devido às medidas de segurança por causa da Covid-19, o que torna a visita temporariamente incompleta. 


No recinto há pavões, que deliciam adultos e crianças, sempre na expectativa de que abram o leque das suas belíssimas penas. 



Visite connosco o Castelo de São Jorge percorrendo as fotos que estão aqui.

3.9.20

Viagem ao tempo dos dinossauros

Dino Parque da Lourinhã é uma boa ideia para quem procura atividades em família. Veja esta experiência contada pelo nosso colaborador júnior, de 12 anos.

 

O Dino Parque, localizado na Lourinhã, é um parque com modelos à escala real de muitos dinossauros que existiram na Terra ao longo dos tempos. O Dino Parque está dividido em museu, parque com os dinossauros e uma mini-zona com atividades relacionadas com dinossauros, como por exemplo a escavação de fósseis.

 

O museu é a primeira das três diferentes áreas do parque, que se visita quando se entra nesta experiência de viagem no tempo. O museu tem vários fósseis cedidos pelo Museu da Lourinhã, tais como dentes, garras, crânios, ovos, coprólitos (cocó de dinossauro fossilizado) e pegadas, bem como explicações sobre os vários dinossauros.

 



Esta área foi enriquecida com a exposição temporária “Big Five”, que apresenta os cinco maiores dinossauros predadores da Europa, descobertos em Portugal, Alemanha e Inglaterra. 

 

Prosseguindo a visita, deixamos a parte interior e aventuramo-nos pelo exterior. O parque dos dinossauros está dividido em quatro áreas: triássico, jurássico, cretáceo e uma zona com os maiores monstros marinhos pré-históricos, como por exemplo o Megalodon (o maior tubarão que existiu na história da Terra, que podia chegar aos 20 metros de comprimento).

 



O Parque teve um acrescento em 2020, que foi a construção de uma torre de observação colocada num determinado ponto estratégico para se poder ver alguns dos mais emblemáticos modelos de dinossauros.



 

O Parque tem cerca de 180 “bonecos” de dinossauros diferentes e entre eles estão obviamente o Tiranossauros Rex, o Alossauro, o Triceratops e o Velociraptor. Para além destes tão conhecidos, há também os diferentes dinossauros que foram descobertos na Lourinhã, capital dos dinossauros em Portugal, como por exemplo o Dinheirosaurus (dinossauro chamado assim por ter sido encontrado na Praia do Dinheiro).

 

O primeiro dinossauro que se vê quando se entra neste mundo pré-histórico é um pterossauro (dinossauro que voa) gigante, com cerca de 7 metros de altura.

 


Percorrido o parque, chega-se à área de atividades infantis, onde existem várias coisas para fazer, como por exemplo pintar dinossauros, escavar fósseis ou fazer desenhos.

 

Os visitantes têm a opção de levar a sua própria comida e comer numa das várias mesas de piquenique espalhadas pelo parque ou usar o restaurante de fast-food que se encontra junto à área de atividades infantis.

 

Esta visita demora em média 3 horas, embora a duração dependa do ritmo de cada um e das brincadeiras que surgirem pelo caminho.

 

Para quem gosta de caminhadas e de dinossauros, esta é uma atividade divertida e cheia de aventuras.



Na minha opinião, é muito interessante a ideia de um parque com dinossauros, mas alguns dos modelos de dinossauros são muito estranhos porque se percebe que são de plástico, parecendo pouco reais.


Aviso: Devido à Covid-19, quando visitámos o parque, em Junho, não era permitido o acesso às áreas infantis existentes em vários pontos do parque. Esta restrição não se aplicava, no entanto, à área infantil com atividades pedagógicas que existe ao pé do restaurante.


Veja mais fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook.

 

16.6.20

O prazer de (re)ver o mar

Um pequeno passeio para ver o mar foi uma das nossas primeiras “aventuras” de desconfinamento, mas sem nos metermos nas confusões das praias sobrelotadas. Queríamos ver o mar, ouvir o barulho das ondas, sentir o vento na cara, embora tapada com a máscara...


Fomos a S. Julião, na fronteira entre Sintra e Mafra, a praia onde já estivemos em todas as épocas do ano, mas à qual gostamos de voltar, seja para repousar na areia, para caminhar ou para comer uma bola de Berlim e beber uma bica no café com vista panorâmica.


Como estamos num tempo em que (quase) tudo é novo, optámos por deixar o carro no parque de estacionamento e, em vez de irmos para a praia, subimos a ligeira encosta rumo ao que desconhecíamos.

Seguindo sempre rente ao mar, chegámos a um núcleo de habitações e à Ermida de S. Julião, que estava em obras. Segundo a placa informativa, esta capela «data provavelmente do século XVI, apesar do culto a este santo neste local poder ser anterior» (Mais informações aqui e aqui).



Mesmo ao lado, existe um cruzeiro datado de 1784. Como explica a mesma placa informativa, trata-se de um dos cinco cruzeiros que compõem o Caminho das Almas, «uma espécie de Via Sacra que une a capela de São Julião ao cemitério da Carvoeira (anexo à igreja de Nossa Senhora do Ó)».


Seguimos, depois, pela arriba, apreciando a beleza da natureza, até avistarmos a praia da foz do Lizandro. 



Fizemos, então, o caminho de regresso, abrindo com esta pequena caminhada o apetite para uma “caracolada” em família. Tão simples e tão bom!

22.5.20

Lagoas de Bertiandos são área importante para a conservação da biodiversidade

No Dia Internacional da Biodiversidade, rumamos nas memórias até Ponte de Lima, para visitar a Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e São Pedro d'Arcos, localizada a cerca de quatro quilómetros da sede de concelho.


Criada em 2000, com quase 346 hectares, esta é considerada uma «área importante para a conservação da biodiversidade», destacando-se a «diversidade de biótopos associados a uma zona húmida continental».

Esta é uma área que proporciona um agradável contacto com a natureza, permitindo a observação da fauna e da flora, havendo estruturas próprias para esse efeito. Por isso mesmo, este um local a visitar em diferentes épocas do ano, apreciando as mudanças que se verificam. Uma vez que existem passadiços, é fácil circular no coração desta zona, mesmo com crianças.


Como explica o decreto regulamentar de constituição da Paisagem Protegida, nesta área destaca-se um «interessante mosaico de habitats, desde zonas húmidas, bosquetes florestais de vegetação natural, pastagens e áreas agrícolas, desenvolvendo-se ao longo de um sistema lacustre permanente, irrigado por canais naturais e atravessado pelo rio Estorãos, exibindo apreciável diversidade e originalidade paisagísticas».


Segundo o mesmo documento, «a conjugação de uma associação de folhosas em terrenos alagadiços, onde se destacam os amieiros, carvalhos, salgueiros e vidoeiros, confere ao local potencialidades particulares em termos de habitat de alimentação e refúgio para várias espécies de fauna», sendo digno de nota o «registo de perto de 80 espécies vegetais consideradas raras ou em vias de extinção local».



Ali existe um Centro de Interpretação Ambiental, com um Serviço Educativo que proporciona actividades de sensibilização e educação ambiental para vários públicos, que durante este período de pandemia tem novas regras para evitar a propagação da Covid-19.



Outro importante equipamento é a Quinta de Pentieiros, que inclui a Quinta Pedagógica e o Parque Florestal, o Parque de Campismo e Caravanismo com Piscina, o Albergue, os Bungalows e até a Casa da Árvore, construída à volta do tronco e dos ramos de um antigo carvalho, onde um dia esperamos ter a oportunidade de pernoitar.

De acordo com informação municipal, o Parque de Campismo e Caravanismo e a Casa do Cuco (alojamento do tipo casa de campo com capacidade para acolher até seis pessoas) reabrem na próxima segunda-feira, dia 25 de Maio, com o selo "Clean & Safe", atribuído pelo Turismo de Portugal.

A Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d'Arcos está incluída na rede de percursos do concelho, sendo que alguns estão mais centrados na descoberta da riqueza deste espaço, enquanto outros levam os visitantes à descoberta de mais recantos de Ponte de Lima.



29.4.20

Regalar os olhos na Serra de Sintra

O tempo de confinamento começa a pesar, mas como não podemos deitar tudo a perder, cá estamos para mais um passeio por Portugal sem sair de casa. Hoje, vamos até à Serra de Sintra, mais especificamente à Barragem do Rio da Mula (Cascais) e à Peninha (Sintra).


Localizada no Parque Natural de Sintra-Cascais, a Barragem do Rio da Mula é um espaço muito aprazível para caminhadas, corridas, BTT, piqueniques, passear o cão, ler ou simplesmente desfrutar da calma e da beleza do local, sempre com cuidado (vimos uma queda de bicicleta digna dos vídeos de apanhados) e respeito pela natureza.


Uma placa indica-nos que estamos nas proximidades do Campo Base da Pedra Amarela, um equipamento da responsabilidade da Câmara Municipal de Cascais vocacionado para «a realização de atividades aventura e “outdoor”, permitindo o acampamento».


Aproveitando a deslocação, decidimos rever as belas paisagens desta zona, serpenteando pela serra, numa deslocação até ao Santuário da Peninha, localizado 486 metros acima do mar, em Colares.


Sempre que ali vamos e encontramos os espaços encerrados, lamentamos que o seu potencial não esteja a ser devidamente aproveitado. A nossa esperança é que se dê um destino a este património, de forma a que possa voltar a estar acessível ao público. As fontes documentais destacam o conjunto de painéis que reveste o interior da capela, que gostaríamos de ver.


Como se pode ler no site da Direcção-geral do Património Cultural, o Santuário da Peninha «insere-se num conjunto arquitectónico formado pela antiga ermida de São Saturnino (fundada por D. Pêro Pais na época da formação do reino de Portugal e hoje abandonada) e pelo palacete romântico de estilo revivalista, que se assemelha a uma fortificação, construído no ano de 1918». Segundo a mesma informação, «a actual capela remonta ao século XVII, tendo sido fundada por Frei Pedro da Conceição», sendo que a «campanha decorativa ter-se-á prolongado pelo menos até 1711».


Este local está associado à lenda da pastorinha pobre e muda, que ao procurar uma ovelha tresmalhada encontrou uma senhora que lhe disse que, quando chegasse a casa, chamasse pela mãe e procurasse pão. A jovem assim fez e, milagrosamente, falou e encontrou pão numa arca que anteriormente estava vazia. O sítio onde a senhora supostamente apareceu tornou-se local de culto, tendo sido erigida a capela de Nossa Senhora da Penha.


Sem a possibilidade de visitar o interior das construções, o mais espectacular é, indubitavelmente, a paisagem que se apresenta a quem sobe a este fabuloso miradouro, uma vez que se pode apreciar uma vasta faixa litoral. Diz-se que em dias limpos se consegue avistar desde o Cabo Espichel à Ericeira.

Veja na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook mais fotos do que conseguimos avistar neste périplo.

26.4.20

A beleza de um jardim barroco


No primeiro Dia Europeu dos Jardins Históricos, que hoje se assinala, promovido pela European Route of Historic Gardens, recordamos o Jardim do Palácio dos Biscainhos, em Braga, considerado «um dos mais significativos exemplares da época Barroca do Norte de Portugal». Um espaço no coração da cidade que merece, sem dúvida, uma visita quando tudo voltar à normalidade. Veja mais fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook. 

14.4.20

Passear por Montalegre

Montalegre é o destino de hoje deste roteiro por Portugal sem sair de casa. Recordamos um passeio que fizemos pelo concelho, há cerca de dois anos, que nos ficou na memória e no coração pela beleza das paisagens, pela qualidade da comida e pela hospitalidade dos anfitriões. Um local que é obrigatório visitar quando se puder voltar a viajar. Imperdível, mesmo!


Depois de uma noite descansada no Hotel S. Cristóvão – Venda Nova, a descoberta deste fascinante concelho, com um vasto território, que se estende por mais de 800 km², começou na Ponte da Misarela, também conhecida por Ponte do Diabo, localizada sobre o rio Rabagão, entre Ferral (Montalegre, distrito de Vila Real) e Ruivães (Vieira do Minho, distrito de Braga) (saber mais aqui).


Esta travessia é famosa pelas suas lendas, nomeadamente a que diz que um criminoso em fuga vendeu a alma ao diabo em troca da ponte que o levaria para o outro lado do rio ou a que atribui à ponte poderes milagrosos para a resolução de problemas de gestação.

Seguimos depois em direcção à Cascata de Pincães, na freguesia de Cabril, em território do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Após se estacionar a viatura, é preciso uma pequena deslocação a pé, sendo que este passeio permite apreciar a beleza da vegetação local. Com o tempo chuvoso, a imagem com que a natureza nos presenteou não podia ter sido mais bonita: um arco-íris na cascata.


A etapa seguinte desta visita promovida pela Câmara Municipal de Montalegre e pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal foi em Fafião, onde tivemos o primeiro contacto com o Ecomuseu de Barroso, que aqui tem o núcleo “A Vezeira e a Serra”.


Com a sede na vila, este projecto tem pólos espalhados pelos concelhos de Montalegre e Boticas, que preservam e divulgam as tradições dos locais onde estão implantados, convidando os visitantes a partirem à descoberta da riqueza do território.

Tendo em conta esta filosofia, o núcleo de Fafião, gerido pela Associação Vezeira, centra-se na tradição da pecuária e no espírito comunitário da aldeia.


Embora com menos animais do que noutros tempos, ainda nos dias de hoje há datas para a subida das vacas para o monte e dias para os proprietários zelarem pelos animais, definidos em função do número de cabeças de gado que cada um possui.

Dada a importância da pecuária para a vida da comunidade, percebe-se que, no passado, o lobo fosse considerado um inimigo. Daí que tenha sido construído o fojo dos lobos para os apanhar quando estes desciam à aldeia em busca de alimento, estrutura que agora a comunidade quer rentabilizar para divulgar a cultura local.


Depois de retemperadas as forças no Restaurante Fojo do Lobo, com direito a rabanadas de vinho tinto, seguimos para Pitões das Júnias.




Nesta deslocação, pudemos comprovar que as gentes de Montalegre têm razão quando dizem que é possível encontrar variações de clima, desde sol a neve, se se percorrer o concelho de uma ponta a outra. Quando chegámos, lá estava alguma neve à nossa espera, que ainda deu para testar a pontaria e improvisar alguns mini-bonecos.


Com uma hospitalidade insuperável, Pitões das Júnias recebeu-nos com uma fornada de pão de centeio acabado de cozer no forno comunitário.


Mais alguns passos e estávamos no núcleo Corte do Boi do Ecomuseu de Barroso. Este pólo está instalado no espaço onde antigamente era guardado o boi do povo, usado por toda a aldeia, sendo que o pagamento era feito em função do número de vacas que cada casa tinha.



Com o tempo a escassear, apenas tivemos oportunidade de ver ao longe o Mosteiro de Santa Maria das Júnias, um dos ex-libris desta localidade.


O serão consistiu num jantar no Restaurante Nevada – Montalegre, com dois motivos extra de interesse: a apresentação da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, que serviu um presunto absolutamente soberbo, e a presença do Padre Fontes, o icónico impulsionador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes e das "Sextas-Feiras 13" em Montalegre, que fez uma das suas famosas queimadas galegas.



Na manhã seguinte, acordámos com um fino manto branco a cobrir a Casa da Avó Chiquinha – Montalegre, onde ficámos, o que fez as delícias dos apreciadores de neve.


Depois de um pequeno-almoço substancial típico do concelho, a que nos habituaríamos facilmente, fomos conhecer o núcleo principal do Ecomuseu de Barroso – Espaço Padre Fontes, nas imediações do Castelo de Montalegre.



Seguimos depois para Salto, para irmos até ao pólo do Ecomuseu de Barroso instalado na Casa do Capitão (representante da autoridade e do poder), que propõe uma viagem etnográfica a uma casa típica barrosã, através de mais de mil peças, desde alfaias agrícolas e mobiliário até trajes tradicionais.


Se até ali nos tínhamos deliciado com a carne barrosã no prato, foi então tempo de ver os animais a pastar calmamente, num cenário idílico. Note-se que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) declarou, em Abril de 2018, a região do Barroso – que engloba os municípios de Montalegre e Boticas – como património agrícola mundial.

A penúltima paragem foi em Salto, no Centro Interpretativo das Minas da Borralha, um núcleo do Ecomuseu de Barroso inaugurado em 2015 para preservar o legado daquele que chegou a ser o maior couto mineiro de volfrâmio do país.


Em funcionamento entre 1902 e 1986, as Minas da Borralha trouxeram desenvolvimento, transformando o local numa «autêntica cidade», segundo quem lá trabalhou. Com o seu encerramento, o espaço mineiro ficou ao abandono, incluindo a maquinaria, à mercê de pilhagens, do vandalismo e da voragem do tempo, e houve problemas sociais graves na comunidade.


A visita termina no ponto de partida, à mesa do restaurante do Hotel S. Cristóvão – Venda Nova, com os produtos da terra em destaque.


Naquele fim-de-semana, decorria o Festival Gastronómico das Carnes de Barroso, mas não é preciso nenhuma data especial para encontrar comida de excelência. Num concelho em que o porco é o "rei" das iguarias, ou não fosse a Feira do Fumeiro de Montalegre um dos principais certames do sector, a carne barrosã e o cabrito da serra prometem agradar aos paladares mais exigentes.