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6.4.23

Procissão da Burrinha atrai multidão a Braga


As procissões são os momentos mais mobilizadores do programa da Semana Santa de Braga, atraindo milhares de pessoas às ruas da “cidade dos arcebispos”. 

O cortejo bíblico “Vós Sereis o Meu Povo”, mais conhecido por Procissão da Burrinha, cumpriu, esta noite, a tradição de percorrer as artérias do centro da cidade, na Quarta-feira Santa. 

Esta procissão tem vindo a ganhar cada vez mais protagonismo por envolver mais de 800 figurantes, mas sobretudo pela particularidade de apresentar Nossa Senhora em cima “da burrinha”, representando a fuga da Sagrada Família para o Egipto.

31.3.21

Semana Santa de Braga adapta-se aos tempos de pandemia




Braga vive, pelo segundo ano consecutivo a Semana Santa adaptada aos tempos de pandemia, mantendo os sinais exteriores de que estamos a caminho da Páscoa. As imagens podem ser vistas aqui.

15.6.20

Braga vive S. João dentro de portas mas não dispensa sinais festivos nas ruas

Somos apreciadores dos santos populares, por isso vivemos esta época com nostalgia dos anos em que fazíamos o pleno dos festejos: Santo António em Lisboa, S. João no Porto e em Braga e S. Pedro na Afurada e na Póvoa de Varzim.


Este ano, por causa da pandemia, tudo é diferente. Sem ajuntamentos e folia nas ruas, os santos populares vivem-se dentro de portas. É precisamente essa a mensagem da organização do S. João de Braga, que mesmo assim traz para a rua alguns elementos típicos dos festejos, como a iluminação da Arcada e a colocação do S. João na fonte do centro da cidade.


Junto à capela de S. João da Ponte, devidamente decorada, há farturas, que agora até têm entrega ao domicílio, pão com chouriço e bolos de romaria.

Depois de ontem já ter havido um “aperitivo”, a iluminação vai ser oficialmente ligada hoje, às 22h00, com transmissão online pela Associação de Festas de São João de Braga, assim como todo o programa festivo, que inclui a atuação de grupos bracarenses.


No dia 23 de junho, pelas 22h00, os Amor Electro sobem ao palco do Altice Forum, sendo que o valor angariado com o espetáculo reverte para o fundo social sanjoanino. 

No Dia de S. João, 24 de junho, destaca-se a transmissão da missa, às 11h00, da capela São João da Ponte, a eucaristia solene de São João, às 16h30, na Sé Primaz, e o lançamento do hino de São João pelo músico Daniel Pereira Cristo, às 22h00.




26.4.20

A beleza de um jardim barroco


No primeiro Dia Europeu dos Jardins Históricos, que hoje se assinala, promovido pela European Route of Historic Gardens, recordamos o Jardim do Palácio dos Biscainhos, em Braga, considerado «um dos mais significativos exemplares da época Barroca do Norte de Portugal». Um espaço no coração da cidade que merece, sem dúvida, uma visita quando tudo voltar à normalidade. Veja mais fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook. 

23.10.19

Doçaria com 190 anos reabre em Braga

A festejar 190 anos, a Doçaria de S. Vicente reabriu hoje, em Braga, com nova gerência, assumindo a responsabilidade de manter a tradição dos doces conventuais com que se notabilizou.


Herdeira de receitas ancestrais, a equipa liderada por Sara Araújo promete manter a aposta nos doces tradicionais, como os Fidalguinhos, as Viuvinhas ou os Súplicos, a par de novos produtos.


Em relação à doçaria tradicional, recorde-se que os emblemáticos Fidalguinhos fazem parte do receituário do Convento da Nossa Senhora dos Remédios. Diz a tradição que o seu formato, finos e entrelaçados, faz lembrar as pernas cruzadas de um fidalgo.


As Viuvinhas (ou Viúvas) têm origem no mesmo convento, sendo que outrora este doce chegou a conhecido por “pastéis dos Remédios” e encomendado pelos monges de Tibães por altura das festas de São Bento.


Entre as opções da doçaria tradicional estão também as Pedreneiras, que representam os antigos passeios das ruas de Braga, os Charutinhos, as Bolinhas de Amêndoa, as Paciências, as Rosquinhas ou as Línguas-de-Gato.


Na breve cerimónia inaugural, após o cortar da fita, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, congratulou-se com a reabertura deste espaço emblemático do comércio bracarense, destacando que os doces feitos com as receitas tradicionais também fazem parte do património da cidade.

17.4.19

Braga mantém tradição das celebrações da Semana Santa

A Semana Santa de Braga é a mais imponente do país, atraindo anualmente milhares de pessoas à cidade. A importância destas celebrações, cuja tradição se perde no tempo, estende-se além-fronteiras, sendo a Semana Santa de Braga uma das fundadoras da Rede Europeia das Celebrações da Semana Santa e Páscoa.


As procissões que percorrem as ruas da “cidade dos arcebispos” na Quarta, Quinta e Sexta-feira Santa são os eventos mais conhecidos da programação preparada pela Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, composta por representantes do Cabido da Sé, Santa Casa da Misericórdia, Irmandade de Santa Cruz, Câmara Municipal, Turismo do Porto e Norte de Portugal e Associação Comercial, para além de personalidades a título individual.


Hoje, a partir das 21h30, sai da Igreja de S. Victor o Cortejo Bíblico “Vós sereis o meu povo”, mais conhecido por Procissão da Burrinha porque integra a imagem de Nossa Senhora montada numa burrinha, na fuga para o Egipto. Organizado nos moldes actuais desde 1998 pela Paróquia e pela Junta de Freguesia de S Victor, este desfile conta com cerca de 700 figurantes, centrando-se na «narrativa da história da Salvação, desde Abraão até Jesus Cristo». 

A Procissão do Senhor “Ecce Homo” (ou Senhor da Cana Verde), que se realiza amanhã, Quinta-feira Santa, a partir das 21h30, sai da Igreja da Misericórdia, uma vez que é organizada pela Irmandade da Misericórdia.




Algumas das imagens mais divulgadas da Semana Santa de Braga são captadas nesta procissão, porque integra os farricocos com matracas ou com fogaréus (taças com pinhas a arder), daí que também seja conhecida por “Procissão dos Fogaréus”.

Os farricocos são figuras vestidas de negro, encapuzadas e descalças, que se tornaram num ícone da Semana Santa de Braga e até da cidade, sendo possível ver múltiplas recriações nas montras bracarenses.




Refere a documentação da Semana Santa que esta tradição remonta aos tempos pagãos, em que «mascarados percorriam as ruas, anunciando a passagem dos condenados e relatando os seus crimes». Posteriormente, segundo a mesma fonte, estas figuras foram «cristianizadas», percorrendo as ruas para chamar «os pecadores públicos à sua reintegração na Igreja, depois de arrependidos e perdoados».

Sexta-feira Santa, sai às 21h30, da Sé de Braga, a Procissão do Enterro do Senhor, que leva pelas ruas da cidade o esquife do Senhor. Organizada pelo Cabido da Catedral, Irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz e Comissão da Semana Santa, esta é considerada a mais solene das procissões, sendo marcada pelo silêncio. As bandeiras e estandartes são arrastados pelo chão, as figuras alegóricas levam um véu de luto e os capitulares e os membros das confrarias vão de cabeça coberta.

A saída das procissões está sempre dependente do clima, já tendo em anos anteriores sido algumas vezes suspensas devido à chuva. Este ano, mais uma vez, tudo volta a depender de S. Pedro...

Na Sé Catedral concentram-se as principais celebrações religiosas do Tríduo Pascal. Quinta-feira Santa é celebrada a Missa Crismal e Bênção dos Santos Óleos, às 10h00, que reúne todo o clero da Arquidiocese de Braga, e Lava-Pés e Missa da Ceia do Senhor, às 16h00.


Sexta-feira Santa, às 15h00, realiza-se a Celebração da Morte do Senhor, que inclui a Procissão Teofórica do Enterro, de acordo com o Rito Bracarense (rito litúrgico próprio da Arquidiocese, cuja aplicação generalizada foi progressivamente abandonada no pós-Concilio Vaticano II). Nesta celebração, como se pode ler na documentação relativa à Semana Santa, «o Santíssimo Sacramento, encerrado num esquife coberto de um manto preto, é levado pelas naves da Catedral e deposto em lugar próprio para a veneração dos fiéis».

No Sábado Santo, às 21h00, é celebrada a Vigília Pascal e Procissão de Ressurreição e domingo, às 11h30, a Missa Solene do Domingo de Páscoa.

Tradição ainda bem viva é o Compasso Pascal, em que a cruz engalanada vai de porta em porta anunciar a Ressurreição e abençoar as casas, que a recebem com flores à entrada. Manda a tradição que haja alguns doces e amêndoas para receber a vista da Cruz e dos amigos, mas os minhotos não gostam de deixar os créditos por mãos alheias e muitas vezes em cima das mesas há autênticos banquetes.

A manifestação mais bela da cidade em termos de Compasso Pascal ocorre na Segunda-Feira de Páscoa na Cónega (Rua da Boavista), em que das janelas engalanadas com colchas são lançadas pétalas para receber as cruzes, que são acompanhadas por uma banda de música.

Entre Quarta-Feira de Cinzas e Quinta-Feira Santa realiza-se o Lausperene Quaresmal, uma tradição que existe desde 1710, criada pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles. Durante a quaresma, o Senhor exposto passa por 23 igrejas de Braga, altura única para ver as tribunas de alguns destes templos. 


Igreja do Instituto Monsenhor Airosa (Igreja da Conceição)


Igreja de S. João do souto



Imprescindível é também a visita aos Calvários espalhados pela cidade, que retratam oito episódios da Paixão de Cristo. Os Calvários são propriedade da Irmandade de Santa Cruz.


Apesar destes destaques, o programa preparado anualmente para a época da Páscoa é muito vasto, incluindo concertos, exposições, visitas guiadas e representações. 




A exposição "Páscoa de Artur Pastor", com fotografias da Semana Santa nas décadas de 1950 e 1960, está patente ao público na Casa dos Crivos


Obra “Salvação”, do escultor bracarense Alberto Vieira

Actualização: Junta de Freguesia de S. Victor - Braga anunciou na sua página no Facebook que, devido às condições climáticas adversas, a Procissão Nossa Senhora da Burrinha foi cancelada e volta a realizar-se em 2020.