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26.4.21

Com Lisboa a nossos pés

O Castelo de São Jorge é um dos ex-libris turísticos de Lisboa. A sua localização permite ter uma vista panorâmica esplêndida sobre a capital, atraindo multidões, que em circunstâncias normais formam filas quilométricas à entrada deste monumento nacional. Em tempos de pandemia, a procura é menor e até ao fim do mês a entrada é gratuita, no âmbito de uma iniciativa da EGEAC para incentivar o regresso em segurança a alguns dos mais emblemáticos espaços culturais lisboetas.


Esta é uma boa oportunidade para visitar um espaço que é mais do que um soberbo miradouro. Embora a beleza da paisagem seja impressionante, este é um conjunto que permite uma viagem na história, que promete envolver toda a família nesta experiência lúdico-pedagógica e proporcionar momentos de exercício físico (não nos esforçámos muito e o contador digital indicou que subimos o equivalente a 33 andares).



O espaço inclui o castelejo, fortificação da época islâmica, construída em meados do século XI; o Núcleo Arqueológico, onde é possível ver, entre outros, vestígios das primeiras ocupações conhecidas, que remontam ao século VII a.C.; e o Núcleo Museológico, composto por objetos encontrados na área arqueológica. 




A câmara escura, «sistema ótico de lentes e espelhos, que permite observar minuciosamente a cidade em tempo real», está encerrada devido às medidas de segurança por causa da Covid-19, o que torna a visita temporariamente incompleta. 


No recinto há pavões, que deliciam adultos e crianças, sempre na expectativa de que abram o leque das suas belíssimas penas. 



Visite connosco o Castelo de São Jorge percorrendo as fotos que estão aqui.

17.9.20

Pelas serras do Alto Minho

Castro Laboreiro, Santuário de Nossa Senhora da Peneda ou Ermida são alguns dos locais obrigatórios para quem quer fazer um percurso pelo interior do Alto Minho, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. Este é um percurso de paisagens soberbas, mas é preciso lembrar que estamos em áreas em onde há muitos idosos, por isso os visitantes devem ter o máximo cuidado para não contagiar quem vive nesta zona, para além de ser obrigatório o respeito pela natureza. 

Em junho, depois de termos feito o percurso entre Santo António de Mixões da Serra e Ponte de Barca, voltámos à estrada para um roteiro mais ambicioso, em contacto com a natureza, sem troços de autoestrada no caminho. 



Saímos de Braga com Germil (concelho de Ponte da Barca) posto no GPS, sendo que este “guia” nos levou por estradas serpenteando por entre o inconfundível verde do Minho. Pelo caminho, encontrámos vacas e cavalos a pastar e parámos em pequenos núcleos habitacionais para apreciar espigueiros, cata-ventos ou pináculos nos topos dos telhados.



Parámos junto à igreja de Germil, aldeia típica localizada nas montanhas da Serra Amarela. Aqui existe um mapa para orientar os visitantes e há placas informativas sobre os principais pontos de visita, até com tradução em inglês, destacando-se a igreja (de 1880), o cruzeiro, a eira, a cascata e o miradouro. Diz um desses placards que «Germil é referido pela primeira vez em documentos oficiais nas Inquirições Afonsinas de D. Afonso III, datadas de 1252».



Seguimos para Ermida (Ponte da Barca), uma aldeia onde só se vai de propósito, uma vez que não fica de passagem para lado nenhum. A experiência vale a pena, desde logo pelo caminho para lá chegar, literalmente no meio do monte. Um dos locais mais bonitos que vai avistar neste percurso é a Cascata da Ermida.



À chegada a Ermida há um miradouro onde deve parar, pois permite ter uma vista panorâmica da aldeia e dos montes em redor. Não se surpreenda se for barrado, aqui e noutros pontos, por vacas a pastar, mais interessadas na comida do que em dar passagem aos condutores, por isso habitue-se ao ritmo delas. E sim, o tamanho dos cornos é um forte incentivo para parar e... esperar!



Na Ermida é obrigatório ir ao Núcleo Museológico, instalado numa antiga casa florestal localizada nas imediações da igreja. Os ex-libris desta estrutura são a “Estátua Menir”, identificada numa parede interior de uma corte de gado, fora do seu contexto arqueológico, mas que parece enquadrar-se entre o Neolítico Médio e a Idade do Bronze, e a “Pedra dos Namorados”, uma lápide encontrada junto ao povoado romanizado de Bilhares, que pode ser um monumento de tempos pouco anteriores à conquista romana ou de uma época de plena romanização do Noroeste peninsular. Para além destes dois achados arqueológicos, também é possível encontrar espólio etnográfico desta pequena aldeia, à qual até aos anos 80 só se acedia por um carreiro íngreme.



Com muito para andar, hesitámos se devíamos ir à Branda de Bilhares. Recorde-se que o modo de vida nestas zonas de montanha foi marcado pela transumância, tradição que está cada vez mais em risco de desaparecer. Durante o Inverno, as pessoas e os animais viviam nas aldeias (inverneiras). Chegado o mês Março, era tempo de ir para o monte, para encontrar melhores pastos para o gado, onde se permanecia até ao Outono. Nestes locais, as chamadas brandas, eram construídas as cardenhas, pequenas casas de pedra, para acolher as pessoas que ficavam a vigiar o gado.


A curiosidade falou mais alto e lá fomos por um caminho com pedregulhos irregulares, que certamente será interessante para quem estiver de jipe. Uma parte do percurso foi feita a pé, por impossibilidade de prosseguir o percurso num carro utilitário. Foi com desilusão que encontrámos as construções em ruínas, embora existisse uma placa, já no chão, a dar conta de um projecto de recuperação daquela branda, num valor a superior a 92 mil euros, com apoio de mais de 78 mil euros de apoio da União Europeia.



Voltámos à estrada rumo ao Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez. Como era hora de almoço, fomos comer ao restaurante “Saber ao Borralho”, onde nos deliciámos com a carne de cachena DOP (vacas de pequeno porte e ágeis que vai encontrar em locais íngremes, que o levarão certamente a interrogar-se como é que elas lá foram parar) assada no forno com batatinhas, acompanhada por arroz de feijão tarrestre com legumes e vinho branco da Adega de Ponte da Barca. Terminámos a refeição com uma tarte de frutos silvestres, embora as sobremesas mais famosas do concelho sejam os Charutos dos Arcos – eleito uma das “7 Maravilhas Doces de Portugal”, este é um doce de origem conventual em forma de charuto com massa de hóstia ou obreia recheada com doce de ovos – e o Bolo de Discos – feito em camadas, em que os discos de massa são separados por doces de ovos.



A rebolar depois da refeição, fomos até ao Largo do Eiró, no centro da localidade, ver o pelourinho, classificado como monumento nacional desde 1910, que tem a particularidade de ter uma face antropomórfica e um triângulo no topo, a fazer lembrar um chapéu de três bicos. 



Seguimos, depois, para a atracção turística mais conhecida do Soajo, o conjunto de 24 espigueiros implantados sobre um grande afloramento granítico, sendo o mais antigo datado de 1782. 



Continuando por estradas de montanha, seguimos para o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, na freguesia de Gavieira (Arcos de Valdevez), ao qual o Papa Francisco concedeu indulgência plenária (perdão dos pecados) na celebração dos 800 anos de culto mariano. Deixámos o carro e subimos a escadaria ladeada por 20 capelas, passámos pelo terreiro dos evangelistas, continuámos pelo escadório das virtudes (Fé, Esperança, Caridade e Glória), até chegarmos à igreja, terminada de construir em 1875. Descemos pela parte lateral, passando pelos quartéis (antigos dormitórios dos peregrinos).



Seguimos, então, para aquele que tínhamos definido como ponto final do percurso: Castro Laboreiro, concelho de Melgaço. Aqui, visitámos a igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora da Visitação, e vimos o pelourinho do século XVI, no largo contíguo ao templo. Embora houvesse muito mais para explorar, o nosso objectivo era subir às ruínas do castelo, do século XIII, mandado construir por D. Dinis, classificado como monumento nacional. O esforço de fazer a pé o caminho íngreme e irregular até ao castelo, impróprio para quem tem dificuldades motoras, é plenamente recompensado com a soberba vista panorâmica sobre a aldeia e as serras em redor.



Terminado o circuito planeado, era tempo de voltar para casa. Só que pelo caminho, com o sol de final da tarde já a enfraquecer, decidimos fazer um desvio para irmos até ao Mosteiro de Ermelo (concelho de Arcos de Valdevez), cuja construção é atribuída a D. Teresa, nos primeiros anos do século XII, embora a história de «um dos mais enigmáticos casos da nossa arte românica» não seja consensual, como se pode ler na página do Direcção-Geral do Património Cultural relativa aos «restos da igreja e da abadia cisterciense». Foi com a imagem desta construção emoldurada pela aldeia e pelo rio Lima que fomos embora, com a certeza de que voltaremos para descobrir mais locais igualmente deslumbrantes. 



Veja mais fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook.

16.6.20

O prazer de (re)ver o mar

Um pequeno passeio para ver o mar foi uma das nossas primeiras “aventuras” de desconfinamento, mas sem nos metermos nas confusões das praias sobrelotadas. Queríamos ver o mar, ouvir o barulho das ondas, sentir o vento na cara, embora tapada com a máscara...


Fomos a S. Julião, na fronteira entre Sintra e Mafra, a praia onde já estivemos em todas as épocas do ano, mas à qual gostamos de voltar, seja para repousar na areia, para caminhar ou para comer uma bola de Berlim e beber uma bica no café com vista panorâmica.


Como estamos num tempo em que (quase) tudo é novo, optámos por deixar o carro no parque de estacionamento e, em vez de irmos para a praia, subimos a ligeira encosta rumo ao que desconhecíamos.

Seguindo sempre rente ao mar, chegámos a um núcleo de habitações e à Ermida de S. Julião, que estava em obras. Segundo a placa informativa, esta capela «data provavelmente do século XVI, apesar do culto a este santo neste local poder ser anterior» (Mais informações aqui e aqui).



Mesmo ao lado, existe um cruzeiro datado de 1784. Como explica a mesma placa informativa, trata-se de um dos cinco cruzeiros que compõem o Caminho das Almas, «uma espécie de Via Sacra que une a capela de São Julião ao cemitério da Carvoeira (anexo à igreja de Nossa Senhora do Ó)».


Seguimos, depois, pela arriba, apreciando a beleza da natureza, até avistarmos a praia da foz do Lizandro. 



Fizemos, então, o caminho de regresso, abrindo com esta pequena caminhada o apetite para uma “caracolada” em família. Tão simples e tão bom!

5.6.20

Jacarandás em flor


Os jacarandás pintam Lisboa de lilás, indiferentes à pandemia e à crise económica que afligem os humanos. Mas há menos pessoas para poderem apreciá-los. As lojas encorajam os potenciais consumidores com mensagens como “sentimos a tua falta!”, “bem-vindo de volta!” ou “o bom cliente à casa torna”, mas nas ruas há um vazio ao qual já não estávamos habituados. As filas na Zara e na Bershka contrastam com as mesas e as cadeiras empilhadas no centro da rua Augusta, apenas animadas pelo barulho monótono de uma máquina de bordar a trabalhar à porta de uma loja. De Santa Apolónia à Avenida de Roma, a meio da tarde, apenas “meia dúzia” de pessoas, que nos fazem recuar no tempo, até à época em que a capital não era uma Meca do turismo. Com o entardecer, a zona ribeirinha parece ganhar mais vida. Voltam-se a ouvir gargalhadas no Cais das Colunas, mesmo ao lado de um Terreiro do Paço quase deserto. O sol está a pôr-se. Amanhã será outro dia. Mais um no lento e difícil recomeço. (Lisboa, 18 e 26 de Maio). Veja mais fotos na página do Sempre Prontos a Passear no Facebook.

26.5.20

Regresso ao Porto


De manhã, o nevoeiro ainda deu luta aos raios solares, mas acabou por levar uma cabazada. O bulício da cidade deu lugar a ruas quase desertas e a uma estranha calma. O português voltou a ouvir-se com nitidez em zonas onde antes passava despercebido no meio das múltiplas línguas dos turistas. As obras continuam lado a lado com estabelecimentos à espera de quem tem mais receio do que dinheiro no bolso. Muitas portas fechadas, mesmo em ruas que vivem do comércio. Há quem aproveite para improvisar uma tarde de praia junto ao rio, longe da confusão das praias a sério. As aves voam por perto, como que a convidar para um passeio pela sua cidade. Foi o que fizemos ontem, com mil cuidados, no Porto. Veja as fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook.

29.4.20

Regalar os olhos na Serra de Sintra

O tempo de confinamento começa a pesar, mas como não podemos deitar tudo a perder, cá estamos para mais um passeio por Portugal sem sair de casa. Hoje, vamos até à Serra de Sintra, mais especificamente à Barragem do Rio da Mula (Cascais) e à Peninha (Sintra).


Localizada no Parque Natural de Sintra-Cascais, a Barragem do Rio da Mula é um espaço muito aprazível para caminhadas, corridas, BTT, piqueniques, passear o cão, ler ou simplesmente desfrutar da calma e da beleza do local, sempre com cuidado (vimos uma queda de bicicleta digna dos vídeos de apanhados) e respeito pela natureza.


Uma placa indica-nos que estamos nas proximidades do Campo Base da Pedra Amarela, um equipamento da responsabilidade da Câmara Municipal de Cascais vocacionado para «a realização de atividades aventura e “outdoor”, permitindo o acampamento».


Aproveitando a deslocação, decidimos rever as belas paisagens desta zona, serpenteando pela serra, numa deslocação até ao Santuário da Peninha, localizado 486 metros acima do mar, em Colares.


Sempre que ali vamos e encontramos os espaços encerrados, lamentamos que o seu potencial não esteja a ser devidamente aproveitado. A nossa esperança é que se dê um destino a este património, de forma a que possa voltar a estar acessível ao público. As fontes documentais destacam o conjunto de painéis que reveste o interior da capela, que gostaríamos de ver.


Como se pode ler no site da Direcção-geral do Património Cultural, o Santuário da Peninha «insere-se num conjunto arquitectónico formado pela antiga ermida de São Saturnino (fundada por D. Pêro Pais na época da formação do reino de Portugal e hoje abandonada) e pelo palacete romântico de estilo revivalista, que se assemelha a uma fortificação, construído no ano de 1918». Segundo a mesma informação, «a actual capela remonta ao século XVII, tendo sido fundada por Frei Pedro da Conceição», sendo que a «campanha decorativa ter-se-á prolongado pelo menos até 1711».


Este local está associado à lenda da pastorinha pobre e muda, que ao procurar uma ovelha tresmalhada encontrou uma senhora que lhe disse que, quando chegasse a casa, chamasse pela mãe e procurasse pão. A jovem assim fez e, milagrosamente, falou e encontrou pão numa arca que anteriormente estava vazia. O sítio onde a senhora supostamente apareceu tornou-se local de culto, tendo sido erigida a capela de Nossa Senhora da Penha.


Sem a possibilidade de visitar o interior das construções, o mais espectacular é, indubitavelmente, a paisagem que se apresenta a quem sobe a este fabuloso miradouro, uma vez que se pode apreciar uma vasta faixa litoral. Diz-se que em dias limpos se consegue avistar desde o Cabo Espichel à Ericeira.

Veja na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook mais fotos do que conseguimos avistar neste périplo.

26.4.20

A beleza de um jardim barroco


No primeiro Dia Europeu dos Jardins Históricos, que hoje se assinala, promovido pela European Route of Historic Gardens, recordamos o Jardim do Palácio dos Biscainhos, em Braga, considerado «um dos mais significativos exemplares da época Barroca do Norte de Portugal». Um espaço no coração da cidade que merece, sem dúvida, uma visita quando tudo voltar à normalidade. Veja mais fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook. 

17.4.20

Já é possível fazer visita 3D às Galerias Romanas de Lisboa


Visitar as Galerias Romanas de Lisboa é uma experiência fascinante, não apenas pela estrutura em si, mas também por toda a logística necessária para que tal seja possível. É preciso cortar o trânsito na Rua da Conceição, abrir um alçapão no meio da rua e bombear a água para que o espaço fique visitável.
As Galerias Romanas abrem, normalmente, apenas duas vezes por ano, suscitando muito interesse. Antigamente, nesses dias, havia filas intermináveis de pessoas à espera da sua vez. Desde que as marcações passaram a ser feitas através da Internet, as vagas esgotam rapidamente. 
As restrições para travar a pandemia da Covid-19 obrigaram a suspender, por agora, essas visitas. Mas nem tudo são más notícias e o Museu de Lisboa criou uma visita virtual às Galerias Romanas, num trabalho 3D realizado ela imARCH, que pode ser encontrada aqui.
(Re)veja também aqui a visita que fizemos às Galerias Romanas.

1.4.20

Património Mundial

Uma das estratégias para combater as imagens do terror que nos entram casa dentro é recordar os bonitos recantos do nosso país, onde voltaremos quando esta tormenta passar. O nosso percurso por Portugal sem sair do sofá casa leva-nos hoje até Mafra.


O Real Edifício de Mafra – conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra – foi classificado, a 7 de Julho de 2019, como Património Cultural Mundial pela UNESCO.


«Estamos perante o monumento português que melhor reflecte o que podemos chamar de Obra de Arte Total: arquitectura, escultura, pintura, música, livros, têxteis... enfim, um património tipologicamente diversificado, coerentemente pensado e criteriosamente encomendado para este Palácio/Convento/Basílica/Tapada e que aqui configura uma realidade única», refere o director do Palácio Nacional de Mafra, Mário Pereira, no site daquele espaço, resumindo o que o visitante pode encontrar. 


Este é seguramente um conjunto a visitar quando tudo ficar bem, ainda para mais porque os carrilhões foram restaurados e voltaram a tocar, no início de Fevereiro, após quase duas décadas de silêncio. 


Até lá, é possível ficar a conhecer melhor o espaço, através da informação e dos passatempos que o Palácio Nacional de Mafra está a promover na sua página no Facebook.

25.12.19

Valença é "cidade dos presépios"


Em dia de Natal, propomos uma visita a “Valença Cidade Presépio”, uma iniciativa classificada pela Câmara Municipal como «uma das maiores exposições colectivas de presépios, expostos nas montras dos estabelecimentos comerciais, nos espaços e serviços públicos», até 6 de Janeiro.


Para os crentes, esta é uma visita ao elemento central do Natal. Para todos, é um périplo pela história e pelo património, uma vez que a fortaleza de Valença integra a candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” a Património Mundial, juntamente com Almeida, Elvas e Marvão.


Como refere a informação municipal, com mais de 5 quilómetros de extensão de muros, esta é uma das principais fortificações abaluartadas do mundo, sendo que a «estrutura militar actual data das Guerras da Restauração, dos séculos XVII e XVIII, conservando vestígios de mais de 2 mil anos de história».



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