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22.2.20

Amares serve as melhores papas de sarrabulho

A 18.ª edição do Festival de Papas de Sarrabulho de Amares é, até à próxima terça-feira, dia de Carnaval, um destino imperdível para os apreciadores desta iguaria. As sobremesas, sobretudo as confeccionadas com as famosas laranjas do concelho, e os vinhos locais complementam a oferta de um certame onde também há artesanato e animação.


Numa tenda gigante instalada junto ao Mercado Municipal de Amares, oito restaurantes esperam servir durante estes quatro dias mais de 10 mil litros de papas de sarrabulho a cerca de 35 mil pessoas, gerando um volume de negócios superior a meio milhão de euros, neste certame organizado pela Câmara Municipal de Amares em parceria com a Associação Comercial de Braga.


Na abertura do evento, o vice-presidente da autarquia, Isidro Araújo, destacou que os 18 anos são uma «idade simbólica» que marca a «qualidade» que a iniciativa atingiu. Este responsável referiu que este festival gastronómico dá total «garantia de segurança alimentar», uma vez que as papas são testadas diariamente por uma entidade especialista nesta área.

O presidente da Associação Comercial de Braga, Macedo Barbosa, sublinhou que o festival apresenta «o melhor que Amares tem para oferecer» aos estômagos dos visitantes, sendo que o seu impacto não se esgota no recinto do evento, uma vez que «dinamiza a economia do concelho em vários sectores de actividade, desde a restauração ao alojamento».




O presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, comprometeu-se a trabalhar para «ajudar a catapultar o evento» para que este destino turístico possa crescer. Este responsável afirmou que, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, o Porto e Norte foi a região que mais cresceu em 2019, com 6 milhões de turistas, que se traduziram em mais de 10 milhões de dormidas e 600 milhões de euros de proveitos. No entanto, alertou que 70 por cento dos turistas ficam na área metropolitana do Porto, embora o Minho tenha vindo a «crescer a bom ritmo». Em seu entender, eventos como o Festival de Papas ajudam a atrair visitantes que procuram «conteúdos».

Por último, o presidente da Câmara Municipal, Manuel Moreira, enfatizou o «trabalho imenso» que a autarquia tem desenvolvido para «afirmar Amares como um território de excelência» e lembrou que o concelho tem à espera dos visitantes duas mil camas de alojamento local de qualidade e solares.


O certame funciona das 12h00 às 23h00 e no dia de Carnaval das 12h00 às 20h00. A entrada é livre, mas para comer as papas e os rojões os visitantes têm de ir buscar um Kit de louça, mediante uma caução de 5 euros. A malga de papas custa 3,5 euros, o prato de rojões 4,5 euros e a tigela de vinho 1,5 euros. 

Veja mais fotos na página do Sempre Prontos para Passear no Facebook... e bom apetite!

19.8.19

Mosteiro de Rendufe recebe obras de meio milhão de euros

A Direcção Regional de Cultura do Norte marcou para hoje, dia 19 de agosto, o arranque das tão aguardadas obras no Mosteiro de Santo André de Rendufe, concelho de Amares, distrito de Braga, que ascendem a cerca de 504 mil euros (acrescidos de IVA), com um prazo de execução de 270 dias.

Como o "Sempre Prontos para Passear" noticiou, o concurso foi lançado no passado mês de Outubro. A empreitada vai incidir na «igreja, capela-mor e capela do Santíssimo Sacramento; antessacristia e sacristia; e no alpendre do adro, com intervenções na cobertura, drenagem periférica e reforço estrutural da Igreja, como forma de contenção da degradação do espaço interior e do espólio artístico do seu recheio, da autoria de Frei Vilaça».
Como refere a Direcção Regional de Cultura, parte significativa das dependências conventuais foram adquiridas pelo Estado, em 2012, por 900 mil euros.
Não obstante a realização de obras de consolidação, há muito que era reivindicada, especialmente pela Associação dos Amigos do Mosteiro de Rendufe, uma intervenção de fundo naquela que foi uma «das principais casas beneditinas entre os séculos XII-XIV», com mais de 900 anos.
Após o avanço desta intervenção, fica ainda por resolver o que vai ser feito com a restante área. Este imóvel foi inscrito na lista de edifícios a concessionar pelo Estado a privados, para a instalação de unidades hoteleiras, ao abrigo do Programa Revive. A expectativa é que ali possa vir a surgir um hotel, num investimento que permita recuperar um espaço que agora está em ruínas.
Mantendo a tradição, o Mosteiro de Rendufe está aberto ao público aos fins-de-semana durante o Verão, até 29 de Setembro (sábados das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00 e domingos das 14h30 às 18h00), com visitas guiadas (11h00, 15h00 e 16h30).
Como aqui já demos conta, já fomos a esta iniciativa dois anos e recomendamos. (Re)Veja as fotos que tirámos nessas ocasiões também na Página do Sempre Prontos a Passear no Facebook.

29.9.18

Mosteiro de Rendufe à espera de obras

O Mosteiro de Santo André de Rendufe, no concelho de Amares, está à espera de obras de recuperação. Nos meses de Julho, Agosto e Setembro, as portas abrem-se para mostrar mais de 900 anos de  história. Aproveite a última oportunidade, este fim-de-semana, em que também há uma encenação, uma conferência e uma caminhada!


Se sente vontade de visitar um mosteiro em bom estado de conservação e com um centro interpretativo, então o local que está à procura não é seguramente Santo André de Rendufe. Este é um espaço muito interessante, rodeado por vinhedos, com pedras e talhas corroídas pelo tempo e pela incúria, que reclamam uma intervenção de fundo que faça jus à história daquela que foi uma «das principais casas beneditinas entre os séculos XII-XIV».



A brochura informativa coloca, precisamente, a tónica na longa vida do mosteiro, ao escrever «900 anos de história para descobrir». A fundação do Mosteiro de Rendufe é atribuída a Egas Paes de Penegate, de uma família da nobreza rural ligada ao Condado Portucalense, sendo que a construção será anterior a 1090.

Esse edificado medieval foi, entretanto, demolido para dar lugar a um mosteiro "moderno". A actual igreja foi construída entre 1716-1719, tendo o seu interior sido decorado com o “estilo nacional” do Barroco entre 1719-1725 e adicionados elementos Rococó entre 1755-1758. 













A capela do Santíssimo Sacramento, de estilo Pombalino, foi construída entre 1777-1780.




Com a extinção das ordens religiosas, o mosteiro foi vendido a particulares, à excepção da igreja e do claustro, abrindo caminho para a ruína das dependências monacais. O Estado comprou a ala norte do mosteiro em 2012 e tem realizado obras de consolidação. O imóvel foi inscrito na lista de imóveis a concessionar pelo Estado Português a privados, para a instalação de unidades hoteleiras.



Apesar das promessas, a intervenção de grande fôlego continua por fazer, para desespero da Associação dos Amigos do  Mosteiro de Rendufe, que não desiste da luta pela «salvaguarda, valorização, dinamização e divulgação» deste património cultural. 






Baú de (más) memórias

Não obstante a informação de que esteve em curso uma obra no espaço do aqueduto, a única diferença significativa que notámos em relação à visita anterior foi a vedação do acesso às zonas mais degradadas do imóvel.

Esta medida aumenta a segurança, tendo em conta que algumas áreas eram perigosas dada a situação de ruína, mas com a vedação os visitantes perdem a noção da intervenção descomunal que é preciso efectuar. O ano passado estava assim...






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